Novas Notícias do Open XML


Ou melhor, neste caso notícias sobre os formatos binários usados pelo Microsoft Office (.doc, .xls, .ppt). Poucas pessoas provavelmente sabiam, mas a descrição desses formatos binários está disponível desde 2006 para qualquer pessoa que deseje obtê-las, sem pagamento de royalties. O processo para obtê-los requeria que a pessoa enviasse um e-mail concordando com os termos do licenciamento e está descrito em http://support.microsoft.com/kb/840817/en-us. Centenas de empresas e órgãos de governo já obtiveram as especificações desta forma, incluindo IBM e Sun.


Ainda assim, durante o processo de padronização do formato aberto Open XML na ISO, vários órgãos nacionais comentaram que o processo poderia ser mais simples, sem requerer tantos passos. Para atender a estes comentários, a Microsoft anunciou que a partir de 15 de fevereiro a especificação dos formatos binários do Office vai estar disponível para download diretamente no site da Microsoft, e licenciada através da Open Specification Promise. Isto inclui a licença para todas as patentes necessárias para o uso destes formatos.


A Microsoft vai iniciar ainda um projeto de código aberto (licença BSD) no SourceForge para conversão de documentos entre o formato binário e o formato OpenXML. Isto vai permitir que qualquer software que precise fazer esta conversão possa aproveitar o código deste projeto, ou simplesmente quem queira saber como fazer o mapeamento entre um formato e outro possa obter essa informação. O Brasil foi um dos países que que submeteu um comentário solicitando informações sobre como os formatos binários eram mapeados para dentro do formato Open XML, e este projeto responde a esta solicitação.


Mais informações no blog do Brian Jones, e aqui um comentário do Miguel de Icaza.


 


Comments (2)

  1. fcima says:

    Oi Olival,

    Para dizer a verdade eu continuo achando que a reclamação não fazia sentido, mas se você (e o comitê da ABNT) ficarem satisfeitos isso é o que importa 🙂

  2. Olival Júnior says:

    Tá vendo como minha reclamação fazia sentido…

    🙂